Matosinhos vai receber a líder da OMS para o cancro, Elisabete Weiderpass, diretora da Agência Internacional de Investigação sobre o Cancro (IARC).

Será no dia 13 de janeiro, pelas 18h30, no Teatro Municipal Constantino Nery, no arranque da 5ª edição de “Tratar o cancro por tu”, que contará também com a participação de Manuel Sobrinho Simões.
“Tratar o cancro por si” inicia assim o novo ciclo em Matosinhos, com foco na prevenção, rastreio e tratamento da doença.
Cinco anos depois do início da iniciativa e com 24 sessões já realizadas, que reuniram mais de 3.500 participantes em 15 cidades, o Ipatimup regressa “à estrada” para mais uma vez falar, sensibilizar e partilhar conhecimento sobre o cancro com a população. De 13 de janeiro a 12 de março, cientistas do Ipatimup e alguns dos melhores especialistas locais estarão em Matosinhos, Guarda, Évora, Viana do Castelo, Guimarães e Angra do Heroísmo. Nesta edição, os temas centram-se na prevenção, deteção precoce e tratamento do cancro e o destaque vai para a presença da diretora da Agência Internacional de Investigação do Cancro (IARC), Elisabete Weiderpass, na sessão inaugural, em Matosinhos.
Apesar dos avanços significativos na prevenção do cancro e no acesso aos cuidados oncológicos, a Europa, destaca Elisabete Weiderpass, “continua a enfrentar grandes desafios em termos de ocorrência de novos casos de cancro. Estes números precisam de ser revertidos». Neste sentido, acrescenta a investigadora, os cientistas e médicos que participam nas sessões da iniciativa “Tratar o cancro por si”, «ao falarem diretamente aos cidadãos com clareza, empatia e verdade, são essenciais para quebrar tabus e promover o acesso à informação, contribuindo para uma estratégia mais eficaz de prevenção e controlar o câncer»
Para Elisabete Weiderpass, a estratégia seguida nas sessões “Trate o cancro por si” de utilizar uma linguagem acessível “permite que todos compreendam os riscos, as opções de prevenção e os tratamentos disponíveis. Quando falamos sem medo, damos às pessoas ferramentas para agir, decidir e cuidar da sua saúde de forma autónoma».
Portugal tornou-se recentemente membro oficial da IARC, ramo da Organização Mundial de Saúde dedicado ao estudo das doenças oncológicas, e Elisabete Weiderpass faz questão de deixar uma mensagem de esperança e compromisso aos portugueses e a todos os participantes nas sessões “Trate o cancro por si”: «A ciência está a avançar, os cuidados estão a melhorar, e juntos podemos fazer a diferença. Informação é poder, e iniciativas como esta são um passo importante para um futuro com menos sofrimento e mais prevenção».
O diretor do IARC faz ainda questão de realçar a importância dos rastreios para deteção precoce do cancro: «Permitem identificar riscos e agir antes que a doença se desenvolva, salvando vidas. Para reforçar a aceitação do público, é essencial investir em campanhas de comunicação claras, baseadas em evidências científicas, que expliquem os benefícios – e riscos – do rastreio e combatam o medo e o estigma associados ao cancro».
Neste novo ciclo de sessões presenciais sobre literacia oncológica, que continuam a colocar os doentes no centro da discussão, o patologista e investigador Manuel Sobrinho Simões, diretor do Ipatimup e anfitrião desta iniciativa, junta-se como habitualmente. Para o cientista, estas sessões são um contributo fundamental para inverter os números atuais que apontam para um aumento de novos cancros: «A aposta no conhecimento das pessoas com doença neoplásica passa pela mudança de comportamentos no sentido da prevenção e do diagnóstico precoce, sem abandonar a importância da complexidade no contexto da medicina personalizada».
Na edição de 2026 os temas serão: «Detecção precoce: o impacto dos rastreios oncológicos» (Matosinhos), «Medicina oncológica de precisão: medicamentos inovadores e como aceder a estes medicamentos» (Guarda), «O papel da hereditariedade: a importância da história familiar e dos estudos genéticos» (Évora), «Ambiente, comportamento e cancro: compreender para prevenir» (Viana do Castelo), «Diagnóstico de cancro: da biópsia à decisão clínica» (Guimarães) e «Cancro prevenção: principais factores de risco» (Angra do Heroísmo).
Cada uma das seis sessões dará origem a um podcast na Antena1, que estará disponível na RTP PLAY, bem como em diversas plataformas de streaming.
Os eventos são realizados em parceria com Antena1, RTP, Jornal de Notícias e Idioteque.
Calendário da sessão:
13 de janeiro – Deteção precoce: o impacto dos rastreios oncológicos – Matosinhos – Teatro Constantino Nery – 18h30
22 de janeiro – Medicina oncológica de precisão: medicamentos inovadores e como aceder a estes medicamentos – Guarda – Auditório dos Serviços Centrais do Instituto Politécnico da Guarda – 18h30
12 de fevereiro – O papel da hereditariedade: a importância da história familiar e dos estudos genéticos – Évora – Auditório da Universidade de Évora – 18h30
19 de fevereiro – Ambiente, comportamento e cancro: compreender para prevenir – Viana do Castelo – Auditório Professor Lima de Carvalho – 18h30
5 de março – Diagnóstico de cancro: da biópsia à decisão clínica – Guimarães – Auditório Nobre do Campus de Azurém – 18h30
12 de março – Prevenção do cancro: principais fatores de risco – Angra do Heroísmo – Pequeno Auditório do Centro Cultural e de Congressos – 18h30

