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A compensação pelo abate de 148 árvores resultante das obras do metrobus em Matosinhos será a plantação, e não a cedência, de 265 árvores, revelou a presidente da Câmara Municipal, Luísa Salgueiro.
O esclarecimento surgiu durante a reunião de câmara, no período anterior à ordem do dia, depois de terem sido levantadas dúvidas pelos vereadores António Parada, do Chega, e Bruno Pereira, do PSD, que também criticaram a chacina.
António Parada afirmou que Luísa Salgueiro “disse que não haveria chacina, mas sim mudança de local das obras”, e disse que “não era isso que estava a acontecer”, terminando o tema perguntando se “existe um estudo de impacto ambiental e de mobilidade” nas obras do metrobus (serviço em que um autocarro circula num canal segregado dos restantes tráfegos, com prioridade para os semáforos, num percurso com estações).
O vereador social-democrata, por seu lado, reconheceu que o projeto prevê compensações pelo abate, mas quis saber a quantidade em causa, sugerindo ao presidente (do PS) que “os centenários e maiores não devem ser abatidos, mas sim transportados para os locais de compensação”.
Na resposta, Luísa Salgueiro esclareceu que o que está previsto no projeto “é o abate de 148 árvores” e que a compensação surgirá “com a plantação de 265 árvores”.
“A substituição vai acontecer”, acrescentou o prefeito de Mato Grosso.
Num comunicado enviado pelo Chega de Matosinhos após a reunião, os vereadores exigem a cessação imediata do abate de árvores associadas ao metrobus, situação que não levantaram no debate sobre o tema que antecedeu a discussão e votação da ordem do dia.
No documento, os vereadores António Parada e Sérgio Meira discordam que o metrobus “vai resolver os problemas de circulação do município” no distrito do Porto, sublinhando que “nenhuma obra pode progredir à custa da destruição do património arbóreo urbano, sem transparência e sem garantias eficazes de fiscalização e responsabilização, com medidas de minimização sérias e verificáveis”.
“As árvores são essenciais para a qualidade de vida urbana e a sua perda tem impacto direto no conforto térmico, na qualidade do ar e na vivência do espaço público”, lê-se ainda no comunicado.

