Leia aqui tudo o que está envolvido no Plano Estratégico do Porto de Leixões 2025-2035.

Ontem à tarde foi apresentado no Terminal de Cruzeiros do Porto de Leixões o novo Plano Estratégico do Porto de Leixões 2025-2035. Este plano prevê um investimento governamental de 931 milhões de euros no porto de Leixões durante os próximos 10 anos.
À margem da apresentação oficial do plano, o ministro não deixou claro se há margem para alterações num dos pontos que mais divergências tem gerado dentro do plano: a construção do novo Terminal de Contentores Norte (TCN) e a deslocalização da Marina de Leixões, que atualmente se encontra em Leça da Palmeira, para perto do terminal de cruzeiros de Matosinhos.
Confrontado com o parecer desfavorável da Câmara Municipal de Matosinhos, o ministro afirmou que o plano «é avançar em harmonia com os municípios», acrescentando que «vamos encontrar plataformas de entendimento entre as partes para encontrar soluções» em relação ao terminal de contentores que está previsto construir em Leça.
Miguel Pinto Luz afirmou que numa reunião com representantes dos municípios do Porto, Matosinhos e Vila Nova de Gaia, foi decidido que no futuro os três municípios irão gerir as suas zonas ribeirinhas: “Foi decidido que todos os equipamentos e espaços públicos que não sejam de uso exclusivo do porto [APDL] será transferido integralmente. Ou seja, tudo o que diz respeito às frentes ribeirinhas, concessões e marinas será transferido para a gestão destes municípios.”
O que é o Plano Estratégico do Porto de Leixões 2025-2035?
De acordo com o projeto, será criada uma plataforma que aumentará a capacidade anual de movimentação de carga em contêineres, facilitando a chegada de embarcações de maior porte, ou seja, aquelas com maior capacidade de carga. Os planos também incluem a construção de um terminal ferroviário com 750 metros de comprimento. Está também em estudo a transferência da Marina de Leixões de Leça da Palmeira para o Terminal de Cruzeiros do lado de Matosinhos. O Centro Hípico também poderá ser afetado.
O prazo de construção está estimado em 54 meses (quatro anos e seis meses) e a «data prevista de início da concessão é 2030», antecipando a APDL um prazo máximo de concessão de 75 anos.
De acordo com o relatório síntese do estudo de impacto ambiental (EIA), “Haverá impactos negativos muito significativos devido à intrusão na paisagem provocada pelos pórticos do cais e do parque e pela estrutura compacta de contentores que serão visíveis na zona envolvente ao porto, especialmente do lado do oceano, do Terminal de Cruzeiros e da linha costeira desde Leça da Palmeira até ao Farol/Igreja da Boa Nova/Casa de Chá da Boa Nova”, lê-se. «Os impactos visuais negativos são significativos nos locais mais distantes do litoral, como a praia e zona ribeirinha de Matosinhos, incluindo a Avenida General Norton de Matos, a rotunda da Anémona e o Castelo do Queijo [already in Porto]”, lê-se.

