A Câmara Municipal de Matosinhos assinalou ontem o Dia Internacional do Povo Cigano, evento instituído no dia 8 de abril, com o workshop “Inclusão Social do Povo Cigano”, em parceria com a Plataforma Nacional pelos Direitos dos Ciganos.
A iniciativa decorreu na sala de sessões públicas do município e teve como principal objetivo promover a reflexão, a sensibilização e o reforço dos direitos humanos, da igualdade e do reconhecimento da comunidade cigana.
A abertura contou com a intervenção do vice-presidente da Câmara de Matosinhos, Carlos Mouta, que deu as boas-vindas aos participantes e destacou a importância do trabalho conjunto entre autarquias, instituições e associações locais. O responsável destacou ainda o papel deste espaço como momento de partilha de experiências, preocupações e definição de caminhos comuns.
Seguiu-se a intervenção de Paulo Domingos, responsável pela Plataforma Nacional pelos Direitos dos Ciganos, que promoveu uma reflexão sobre a evolução da consciência política e social relativamente à população cigana em Portugal, abordando diferentes contextos e níveis de integração e inclusão a nível nacional. Francisco Azul, da Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA), deu continuidade ao trabalho, incentivando o debate em torno da inclusão social destas comunidades.
O workshop foi uma oportunidade para reforçar o compromisso com a promoção da inclusão, da igualdade de oportunidades e do respeito pela diversidade cultural — pilares fundamentais de uma sociedade mais justa e coesa.
Neste contexto, o Município de Matosinhos tem vindo a desenvolver políticas estruturadas, tendo implementado o Plano Local para a Integração das Comunidades Ciganas 2019-2021 e apresentado recentemente uma nova candidatura para a revisão deste instrumento, no âmbito do Portugal 2030.
A intervenção prevista assenta na promoção da participação ativa das comunidades ciganas, valorizando processos de formação, autonomia e corresponsabilidade, articulados com respostas que garantam a satisfação das necessidades básicas e a melhoria das condições de vida.
Este modelo é suportado pela Rede Social de Matosinhos, enquanto estrutura de governação integrada, que garante a coordenação entre entidades, coerência de respostas e otimização dos recursos disponíveis. Através desta rede são assegurados processos concertados de diagnóstico, planeamento, implementação e avaliação, promovendo uma intervenção mais eficaz, ajustada às especificidades do território e dos grupos-alvo.
A Rede Social afirma-se assim como o principal suporte institucional desta estratégia, contribuindo para reforçar a qualidade, a sustentabilidade e a equidade no acesso às respostas sociais.

