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Os trabalhadores da Indaqua Matosinhos concluem, esta terça-feira, três dias de greve em defesa da igualdade de tratamento, que dizem estar a ser posta em causa com aumentos diferenciados e o processo de avaliação.
“Estamos a exigir igualdade de direitos para todos os trabalhadores porque temos trabalhadores com aumento de 150 euros e temos trabalhadores que não tiveram aumento, aumento zero. A empresa está a discriminar os trabalhadores e isso é inaceitável”, disse à Lusa o delegado sindical do Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energéticas e Ambientais do Norte (SITE Norte) Augusto Castro.
Segundo o dirigente sindical, a razão apresentada para a diferença nos aumentos salariais está relacionada com o processo de avaliação de desempenho.
“Mas, com a avaliação de desempenho, temos aqui colegas com notas negativas que tiveram um aumento de 125 euros e temos colegas aqui com notas positivas que tiveram um aumento de 10 ou 15 euros”, apontou o responsável.
Por isso, os trabalhadores são “contra a avaliação de desempenho”, porque “não é justa”.
Os trabalhadores celebram hoje o terceiro dia de greve com uma manifestação em frente às instalações da empresa em Matosinhos (distrito do Porto), na Avenida Fabril do Norte, depois de também terem feito greves na sexta e segunda-feira na sede da empresa-mãe, também em Matosinhos.
Segundo Augusto Castro, hoje estão em greve cerca de duas dezenas de trabalhadores, num total de 30/35 sindicalizados na Indaqua Matosinhos, que conta com mais de 100 trabalhadores.
“Infelizmente muita gente tem medo por conta das represálias da empresa”, lamenta.
Quanto às ações futuras, os trabalhadores vão, para já, aguardar “a reação da empresa” após os três dias de greve.
“Já pedimos reuniões e a empresa nem dá satisfação ao sindicato” e “não responde a nada”, diz, acusando a Indaqua Matosinhos de não querer reunir-se com o sindicato nem com os trabalhadores.
A Indaqua gere, em Portugal, as redes públicas de água e saneamento dos concelhos de Santo Tirso/Trofa, Santa Maria da Feira, Matosinhos, Vila do Conde, Oliveira de Azeméis, Barcelos, Paços de Ferreira e Marco de Canaveses, de acordo com a informação disponível no site da empresa.
A Lusa questionou Indaqua Matosinhos sobre as posições e reivindicações dos trabalhadores e aguarda resposta.
Créditos: JN
TVSH 07/07/2026

