👁️ 209 visualizações
![]()
Luísa Salgueiro rejeita que 50% dos terrenos da antiga refinaria da Petrogal sejam destinados à habitação, como prevê o estudo da PwC para a Galp. E alerta que serão necessários 10 anos para descontaminar o terreno.
Com o encerramento das operações na refinaria da Galp em Leça da Palmeira, Matosinhos, a ideia é criar o Distrito de Inovação naquele espaço. O estudo da PwC sobre o potencial desta nova cidade prevê a construção a partir de 2029, apontando que metade do espaço será para habitação, incluindo habitação acessível, mas o prefeito não está tão otimista. Apenas 10% estão previstos para imóveis residenciais.
O prazo definido pela Galp para arrancar em 2029 é “muito ambicioso” a construção de um “Distrito de Inovação” em cerca de 250 hectares na antiga refinaria de Leça da Palmeira, afirma Luísa Salgueiro, citada pelo JN, lembrando que é preciso, primeiro, descontaminar o solo, o que levará cerca de “uma década” – e os trabalhos de desmantelamento ainda estão em curso.
Além do prazo, o presidente da Câmara de Matosinhos destrói também o que está previsto no estudo feito pela consultora PwC para a Galp em termos de imobiliário residencial. “Nosso Plano Diretor Municipal prevê que, em áreas de atividade económica dessa dimensão, 10% para habitação“, diz o autarca, admitindo uma percentagem superior, mas “não chegará aos 50%”.
“É a Câmara quem garante o cumprimento dos parâmetros urbanísticos, não sendo expectável que haja 50% de construção de habitação”, afirma. Ou seja, o número de 19 mil novos moradores esperados num cenário em que metade dos terrenos é destinado a habitação “não está demonstrado”, conclui.
Créditos: Jornal de Negócios
TVSH 13/07/2026

