O número de operações cresce 75%, passando de 12 para 21, reforçando a posição do Porto de Leixões como porto de embarque de referência na Península Ibérica.

O Terminal de Cruzeiros do Porto de Leixões está a realizar a segunda de um conjunto de 21 operações de turnaround previstas para o verão de 2026, um aumento de 75% face às 12 operações realizadas em 2025.
Entre 2 de julho e 10 de setembro, o Terminal acolhe todas as semanas às quintas-feiras o navio Mein Schiff 6, da empresa alemã TUI Cruises, responsável por 11 operações de turnaround, mais do dobro das cinco realizadas no ano passado. As demais dez operações serão realizadas por navios de menor porte, também posicionados no segmento de luxo.
Este crescimento confirma a confiança das empresas de cruzeiros nas condições operacionais do Porto de Leixões e consolida o Terminal de Cruzeiros como uma infraestrutura de referência para operações portuárias de origem no contexto europeu.
Cada operação de turnaround envolve uma logística particularmente exigente, com o desembarque de cerca de 2.000 passageiros, o embarque de outros 2.000 passageiros e cerca de 500 passageiros em trânsito, além da movimentação de bagagens, mantimentos, tripulação e serviços de apoio. A sua implementação exige uma estreita coordenação entre a APDL, autoridades, agentes marítimos, companhias aéreas, operadores turísticos, empresas de transporte e outras entidades envolvidas.
A primeira operação, realizada no dia 2 de julho, teve grande sucesso, garantindo o desembarque e embarque de mais de 4.500 passageiros, sem constrangimentos, fruto do planeamento e coordenação desenvolvidos entre todos os parceiros.
Com 295 metros de comprimento, 36 metros de boca e cerca de 99.500 GT de arqueação bruta, o Mein Schiff 6 tem capacidade para transportar 2.534 passageiros e cerca de 1.000 tripulantes. Durante este período, realiza itinerários ao longo da fachada atlântica da Península Ibérica e da Europa Ocidental, utilizando o Porto de Leixões como porto de origem, onde decorrem operações completas de embarque e desembarque.
Ao longo deste ciclo, mais de 50 mil passageiros passarão pelo Terminal de Cruzeiros. A maioria chega em voos charter de diversas cidades alemãs, organizados semanalmente para transportar cerca de 2.000 passageiros por operação. Muitos prolongam a estadia antes ou depois do cruzeiro, contribuindo para a procura de hotéis, restaurantes, transportes, comércio e outros serviços turísticos na região.
Para o Presidente da APDL, João Neves, “O crescimento de 75% nas operações de turnaround demonstra a crescente confiança das empresas de cruzeiros no Porto de Leixões. Estas operações representam o segmento com maior valor acrescentado da atividade de cruzeiros, gerando benefícios significativos para a economia regional e afirmando Leixões como um porto base de referência na fachada atlântica europeia”.
As operações de turnaround distinguem-se precisamente por gerarem um maior impacto económico do que as paragens de trânsito, pois envolvem estadias mais prolongadas no destino e maior consumo de bens e serviços locais, beneficiando toda a cadeia de valor do turismo e reforçando o contributo da atividade de cruzeiros para a economia regional.
A consolidação destas operações reforça o posicionamento do Porto de Leixões como porto base de referência na fachada atlântica europeia, refletindo o reconhecimento internacional da qualidade das suas infraestruturas, da eficiência operacional do Terminal de Cruzeiros e da capacidade de coordenação entre todas as entidades envolvidas.

