Havia reuniões de trabalho à mesa, mas as contas não passaram despercebidas. Segundo a Revista Sábado, entre 2022 e 2024, a Câmara de Matosinhos, liderada por Luísa Salgueiro, gastou mais de 31 mil euros em refeições.
Frutos do mar, vinhos premium e reuniões classificadas como de trabalho. No total, realizaram-se 146 reuniões, muitas delas em marisqueiras, com faturas médias superiores a 200 euros e algumas superiores a 1.000 euros.
A lista de despesas inclui caranguejo real, lagosta, ostras, caranguejo e garrafas de vinho para acompanhar.
À mesa estiveram párocos de Matosinhos e representantes de empresas, como a Galp ou a TAP.
A explicação do município
A autarquia explicou que Matosinhos é amplamente reconhecida pela sua excelência gastronómica, “por isso, é natural que o presidente da Câmara e o resto do Executivo Municipal promovam esta atividade e tradição quando realizam reuniões de trabalho”.
Destacou ainda que, nestes almoços, cada participante escolhe livremente o que quer consumir, “sem interferência da Câmara”.
O caso ecoa outras polêmicas. Em Oeiras, Isaltino Morais também foi alvo de escrutínio por gastos com refeições, também justificados como reuniões institucionais.
As refeições pagas com dinheiro público voltam a chamar a atenção devido às suas contas elevadas.

