A partir de 10 de abril, algumas embalagens terão um valor de depósito de 10 cêntimos, pago no ato da compra e devolvido quando a embalagem vazia for entregue num ponto de recolha.

A ideia não é nova noutros países europeus, mas chega agora ao nosso quotidiano com um objetivo claro: incentivar a devolução de embalagens, aumentar a reciclagem e reduzir os resíduos que vão parar em recipientes não triados ou abandonados no ambiente.
O Sistema de Depósito e Reembolso (SDR) funciona como um “empréstimo” para o consumidor: na compra de uma bebida, ele paga um adicional de 10 centavos por embalagem, valor que é devolvido quando a embalagem vazia é entregue em um ponto de coleta autorizado. Este valor será indicado de forma independente no recibo de compra, permitindo ao consumidor identificar o que está pagando.
O sistema se aplica a embalagens descartáveis de bebidas feitas de plástico, metais ferrosos e alumínio de até três litros, como água, refrigerantes, sucos, energéticos, cervejas, sidras, sangria e coquetéis.
Para que a devolução seja aceita, a embalagem deve estar vazia, intacta, com código de barras legível e o símbolo SDR. A entrega pode ser feita:
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em máquinas SDR automáticas, conhecidas como “máquinas Volta”;
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em quiosques automáticos;
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ou em pontos de coleta manual.
O reembolso pode ser feito em dinheiro, através de voucher para utilização em compras ou ainda em forma de doação, dependendo do local da devolução. Mesmo assim, o consumidor mantém o direito de receber o valor em dinheiro, sem restrições.
O SDR é um sistema simples, mas requer adaptação. Na prática, é preciso guardar as embalagens em casa até a hora de devolvê-las, o que pode ser mais difícil para quem tem pouco espaço ou mora longe dos pontos de coleta.
Além disso, se a embalagem estiver danificada ou não for reconhecida pelo sistema, não há direito a reembolso. Neste caso, deverá ser colocado no ecoponto adequado ao material, sem direito a devolução do valor da caução. Este esforço adicional é um dos desafios do sistema e pode influenciar a forma como os consumidores o veem. Portanto, a existência de pontos de recolha acessíveis e bem distribuídos será decisiva para que este novo hábito se torne simples e natural no dia a dia de todos, incentivando um consumo mais responsável e sustentável.

