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O alerta para o incêndio foi dado às 21h37 e quando os primeiros bombeiros chegaram ao local as chamas já tinham consumido parte substancial da fábrica. “Só reparei no incêndio quando os bombeiros chegaram, mas assim que cheguei à rua vi muito fumo e chamas enormes”, disse ao JN o morador Armando Pais.
O comandante dos Bombeiros Voluntários de São Mamede de Infesta, Gilberto Gonçalves, disse que a primeira intervenção “foi muito rápida e realizada por 30 bombeiros das quatro corporações de Matosinhos”. “A nossa primeira preocupação foi verificar se havia vítimas e, depois de confirmarmos que não havia ninguém no interior das instalações, tentámos evitar que as chamas se propagassem às casas vizinhas”, disse.
Apesar de existirem muitas casas adjacentes à empresa, o trabalho dos bombeiros evitou que o incêndio causasse danos nos edifícios mais próximos. No entanto, não evitou a destruição total das instalações da empresa localizadas naquela rua há mais de 40 anos e que não eram sinalizadas pelos bombeiros. “Havia diluentes e outros materiais inflamáveis dentro da empresa”, explicou Gilberto Gonçalves.
Por volta da meia-noite, o comandante dos bombeiros de São Mamede de Infesta ainda não sabia quando o incêndio poderia ser considerado extinto. Nem quando os moradores poderão voltar para suas casas.
O incêndio, de origem ainda desconhecida, foi combatido por 58 bombeiros, apoiados por 14 viaturas. O encerramento das ruas envolventes foi assegurado pela PSP e pela Polícia Municipal.
Créditos: JN
TVSH 27/04/2026
