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A apresentadora garante que não se trata de um ataque à colega, mas criticou duramente seu “falta de preparo” ao abordar um tema tão delicado como o estupro.
Catarina Furtado quebrou o silêncio sobre declarações polémicas de Cristina Ferreira sobre o estupro de uma jovem por quatro meninos com um longo texto nas redes sociais.
Garantindo diversas vezes que não se tratou de um “ataque” ao seu colega de profissão, No entanto, o apresentador não deixou nada por dizer.
A estrela da RTP lembra que “a frase que motivou a indignação colectiva e milhares de reclamações na ERC foi dita por um colega que tem a mesma profissão” e embora tenham “estilos e posturas diferentes”, ambos compartilhar “a responsabilidade de ter um microfone aberto para milhões de pessoas”. Tal como Cristina Ferreira, Catarina Furtado diz saber o que “significa ter muita exposição (para o bem e para o mal)”, mas também “o que representa esta responsabilidade”.
Embora eu reconheça que “cometer erros pessoalmente acontece”especialmente porque isso já aconteceu com ele várias vezes, “Pedir desculpas e tentar fazer melhor é sempre uma opção”. O apresentador então enfatiza que Esta não é a primeira vez que Cristina Ferreira comete um erro: “O que foi dito (e outras frases do mesmo tipo em diferentes situações ao longo dos anos) veio de um lugar onde não há, de facto, noção do impacto absolutamente nefasto que uma pergunta pode ter”.
“Não é intencional, é estrutural”, continua, apontando para “uma postura sexista que é adotada por muitas mulheres” e que, na sua perspetiva, acaba por alimentar problemas mais profundos. “É realmente grave quando este discurso é normalizado, porque isso contribui muito para a banalização do crime, da violência, da desigualdade de género”, escreve.
Catarina Furtado também alerta para a falta de preparo do colega quando abordou o tema: “Comentar questões graves de cidadania e de direitos humanos exige preparação, leitura de informações confiáveis e verificação de estudos”.
“Frases públicas ambíguas sobre violência não são apenas frases infelizes”, continua, lançando mais uma ‘farpa’ ao seu rival: “Na chamada ‘vida real’, o que testemunho é que as raparigas têm cada vez mais medo e não ‘agem em conjunto’ quando estão apenas a viver os seus direitos (…). O que aconteceu foi um tremendo beliscão para a civilização”.
E ele também escreve: “É preciso ter consciência, empatia e curiosidade ao falar da vida dos outrosnão deixar que o discurso dos reality shows (que já contribuem tanto, infelizmente, para a normalização de comportamentos tóxicos e manipuladores) contamine tudo.”
Para concluir, Catarina Furtado diz que Ele compartilhou sua opinião pensando na filha, Beatriz.
“Tenho um filho e uma filha, que já são maiores de idade. Eu coloquei minhas mãos no fogo de como meu filho nunca será um valentão porque eu, papai e o resto da família Nós sempre o criamos como feministacom tudo o que isso implica em termos de valores”, escreve.
“Mas Em relação à minha filha, tenho muito medo de que um dia, e não por seu “descuido”, ela possa se tornar uma vítima. Estremeço só de pensar nisso e também por ela resolvi escrever esse longo texto“, conclui.
Créditos: Flash
TVSH 21/04/2026

