O ciclo “Jazz na Real Vinícola”, uma iniciativa da Câmara Municipal de Matosinhos em parceria com a Orquestra Jazz de Matosinhos, arrancou no passado sábado, dia 6 de junho, na Casa da Arquitectura, com a apresentação ao vivo de “Querer”, o mais recente álbum da orquestra em colaboração com o compositor argentino Guillermo Klein.
O concerto de abertura marcou o regresso de mais uma edição da programação “Jazz na Real Vinícola”, que ao longo do mês de junho volta a transformar o espaço da antiga Real Vinícola num palco dedicado à música big band, à improvisação e à criação artística contemporânea.
A estreia de “Querer” destacou-se pela fusão entre a linguagem única de Guillermo Klein e o trabalho da Orquestra Jazz de Matosinhos, proporcionando ao público uma experiência musical centrada na exploração harmónica, na dinâmica orquestral e na liberdade criativa característica deste projeto colaborativo.
O ciclo “Jazz na Real Vinícola” prossegue agora com uma programação que inclui mais três concertos de entrada gratuita, sempre às 18h00, reunindo artistas nacionais e internacionais e cruzando diferentes linguagens musicais, do jazz à electrónica, passando pela tradição musical portuguesa reinterpretada num contexto contemporâneo.
No próximo sábado, dia 13 de junho, sobe ao palco a Orquestra de Jazz do Hot Clube de Portugal, assinalando 35 anos de carreira artística com o espetáculo “Impermanência(s)”, explorando a fronteira entre a música improvisada e a música clássica contemporânea.
No dia 20 de junho, a Orquestra Jazz de Matosinhos volta a reunir-se com a artista Ana Lua Caiano, num espetáculo que combina música tradicional portuguesa com sonoridades eletrónicas, agora integradas no formato de um grande conjunto de jazz.
O encerramento do ciclo está marcado para 21 de junho, com “Grande Pesca Sonora – Que Grande Lata! (A Sequela)”, uma criação do Programa Educativo da Orquestra Jazz de Matosinhos que reúne mais de uma centena de participantes, entre os 5 e os 70 anos, numa performance inspirada no universo das conservas e no quotidiano das antigas fábricas conserveiras.

