Ao contrário do Porto, Matosinhos não vai avançar com a medida de gratuidade dos transportes. A presidente da Câmara Luísa Salgueiro diz que vai aguardar pelo estudo da Área Metropolitana (AMP) e considera que a gratuidade só faz sentido se envolver todos os municípios.
“O anúncio do município do Porto de avançar com esta medida gerou algumas dificuldades de gestão por parte dos restantes municípios da Área Metropolitana (AMP), uma vez que não nos é possível avançar com esta medida neste momento. Matosinhos tem uma realidade diferente, o Porto tem STCP, temos dois operadores, ainda estamos na fase de estabilização da rede e não foi feita nenhuma avaliação financeira do impacto. terá efeito se ultrapassar os limites do concelho do Porto”, explicou Luísa Salgueiro aos jornalistas, à margem da reunião camarária desta quarta-feira.
“Na verdade, o que está em causa é promover a utilização dos transportes públicos, não apenas o impacto nos orçamentos familiares, e aliviar a pressão sobre a mobilidade não só na cidade do Porto, mas em todos os concelhos. Para que esse efeito ocorra, a escala precisa de ser supramunicipal, porque, por exemplo, os matosinhos que vão trabalhar no Porto continuam a pagar os transportes públicos.
O autarca concorda com a avaliação a fazer pela AMP e vai aguardar pelo resultado: “No âmbito da Área Metropolitana do Porto, foi decidido encomendar um estudo que avalie as condições de implementação da medida em todos os concelhos, para que todos possam, em conjunto, tomar esta decisão, evitando que cada um faça política individualmente”.
“Matosinhos não vai avançar nesta ocasião, vai esperar que o estudo da AMP decida, seja no seu território ou no envolvimento com outros municípios, para que tenha um efeito real que é promover o transporte público através da sua utilização gratuita.
Pedido de indemnização de 19 milhões de euros
Luísa Salgueiro vai testemunhar em tribunal, no dia 11 de maio, no caso do hotel Praia da Memória, em que o proprietário pede uma indemnização de 19 milhões de euros, por ter sido impedido de construir. A Câmara de Matosinhos e o Ministério do Ambiente também são arguidos. Antes do embargo, houve uma tentativa de acordo, fora do contencioso, mas sem sucesso.
O promotor do hotel da Praia da Memória levou o caso a tribunal em 2020, porque a licença de construção daquela unidade hoteleira tinha sido anulada, meses depois do início das obras.
Créditos: JN
TVSH 30/04/2026

