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Projeto de reconversão da zona industrial que a Galp desativou conjuga habitação, ensino superior e lazer e visa atrair setores de elevado valor acrescentado num distrito de inovação em Matosinhos.
Mais de cinco anos depois do encerramento da refinaria da Galp, começam a tomar forma novas ocupações dos terrenos de Matosinhos que foram libertados pelo encerramento da atividade industrial.
Um estudo da PwC sobre a reconversão do espaço, que será apresentado esta sexta-feira, defende a criação de uma nova área urbana que combine habitação — para 19 mil pessoas — com centros universitários num universo que poderá atingir os 30 mil. Em causa está o futuro de uma área com 240 hectares numa zona nobre de Matosinhos, no litoral. A refinaria começou a ser desmantelada em 2023, processo que deverá estar concluído até ao final deste ano. A Galp mantém um parque logístico e de armazenamento no local.
Tendo como eixo central um “ecossistema integrado de inovação e educação”, a solução proposta passa por instalar naquele espaço um distrito de inovação que se torne uma referência internacional e promova o “desenvolvimento equilibrado entre usos residenciais e atividades económicas”. Em comunicado, a Galp afirma que o projeto envolve um “modelo urbano sustentável, inclusivo e conectado, com espaço para residentes, estudantes, empresas e novos equipamentos, incluindo um pólo universitário e um parque atlântico dedicado à biodiversidade e ao lazer”.
O trabalho encomendado pela Galp, e no qual colaborou o economista e académico Ricardo Reis, avaliou vários cenários a desenvolver ao longo de 30 anos, tendo estimado os impactos económicos, sociais e territoriais. O projeto que emerge deste estudo poderá gerar 65 mil milhões de euros de impacto acumulado no PIB nesse período e criar 100 mil empregos em Portugal, “podendo afirmar-se como uma das maiores operações de regeneração urbana da Europa”.
O município de Matosinhos será o principal beneficiário com um impacto acumulado de 43 mil milhões de euros em valor acrescentado bruto, o que corresponde a três mil milhões de euros por ano. O estudo aponta ganhos estruturais para este município a partir de investimentos em setores de alto valor agregado. E promete ainda criar “uma nova centralidade urbana no Grande Porto”, através da conjugação entre habitação, atividade económica, ensino e investigação, lazer e espaços verdes.
Para que este potencial se concretize, a mobilidade é “um factor crítico”, que passa por “permitir soluções de transporte público de maior capacidade em toda a região, incluindo novas ligações de metro e sistemas de transporte público dedicados, bem como a promoção da mobilidade activa e sustentável”.
Créditos: Observador
TVSH 02/07/2026

