O Vodafone Rally de Portugal 2026 realiza-se entre os dias 7 e 10 de maio, com sede na Exponor, em Leça da Palmeira. O concelho de Matosinhos volta a ser um epicentro logístico e um ponto de encontro privilegiado de equipas, pilotos e fãs de uma das corridas mais emblemáticas do Campeonato do Mundo de Ralis (WRC).
É no parque de assistência que as equipas montam oficinas altamente especializadas, onde os carros são preparados entre etapas. Para o público, esta é uma oportunidade única de observar de perto os veículos, acompanhar o trabalho das equipas e participar em iniciativas promocionais e sessões de autógrafos.
O parque de atendimento estará aberto ao público entre os dias 6 e 10 de maio, com horário alargado, reforçando a proximidade entre o evento e os visitantes.
Considerado o maior evento desportivo anual realizado em Portugal, o rali mobiliza este ano um forte dispositivo de segurança, com mais de 3000 militares da GNR destacados para garantir a proteção das equipas e do público, bem como a gestão do trânsito nas regiões Norte e Centro. A operação tem como foco principal o controle de acesso às áreas de espetáculo e a prevenção do trânsito rodoviário nos principais percursos do evento.
A dimensão do evento estende-se a vários distritos, incluindo Porto, Braga, Viana do Castelo, Aveiro, Coimbra, Viseu e Vila Real, numa operação considerada a maior intervenção policial do ano. Paralelamente, a organização destaca a complexidade logística de uma competição que percorre cerca de 1.800 quilómetros, envolvendo múltiplas vertentes operacionais.
Com um total de 23 etapas e cerca de 345 quilómetros cronometrados, o Vodafone Rally de Portugal volta a percorrer troços icónicos como Fafe, Amarante, Lousã, Arganil e Vieira do Minho, mantendo o estatuto de uma das etapas mais desafiantes e acarinhadas do calendário internacional.
A edição de 2026 traz ainda novidades no percurso, com alterações em troços como Arganil e Góis, percorridos em sentido inverso, e uma nova configuração na superespecial da Figueira da Foz. O dia de sábado concentra o maior número de etapas, enquanto o tradicional “Super Domingo” culmina com a Power Stage em Fafe.
Com 70 equipes inscritas de 22 nacionalidades, a competição reúne a elite mundial da modalidade. Sébastien Ogier, recordista com sete vitórias em Portugal, regressa com a ambição de reforçar o seu estatuto, enquanto Elfyn Evans e Thierry Neuville saem como fortes candidatos. Entre os portugueses, Armindo Araújo continua a ser a principal referência.
Além do aspecto desportivo, o impacto económico e mediático do evento continua a crescer. Em 2025, o rali gerou cerca de 193 milhões de euros e atraiu cerca de um milhão de espectadores, números que confirmam a sua relevância para os territórios envolvidos, incluindo Matosinhos.

