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O primeiro dia útil após o encerramento da Ponte Móvel de Leixões foi marcado por graves congestionamentos e tempos de viagem significativamente mais longos entre Matosinhos e Leça da Palmeira.
A infra-estrutura fechou ao trânsito automóvel, pedonal e ciclável no passado domingo para obras de manutenção e modernização que deverão durar cerca de três meses. Em alternativa, os automobilistas estão a ser desviados para a A28 e Viaduto Via Rápida.
Nas primeiras horas da manhã, registaram-se longas filas nos principais pontos de acesso alternativos, provocando atrasos aos trabalhadores, estudantes e residentes que utilizavam diariamente a ponte para atravessar o Porto de Leixões. Segundo vários moradores, percursos que normalmente demoravam apenas alguns minutos agora exigem muito mais tempo devido ao aumento do trânsito.
A Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo garante que a intervenção é essencial para reforçar a segurança, fiabilidade e operacionalidade da ponte, infraestrutura considerada estratégica para a mobilidade local e a atividade portuária.
Para minimizar os impactos do encerramento, foi criado um serviço gratuito de autocarros para peões, ciclistas e utilizadores de trotinetes, garantindo a ligação entre Matosinhos e Leça da Palmeira durante todo o período das obras. O transporte passa a cada 15 a 20 minutos, dependendo do horário.
Apesar das medidas implementadas, os constrangimentos sentidos neste primeiro dia preveem semanas difíceis para quem se desloca diariamente entre os dois bancos. As autoridades recomendam que os condutores planeiem as suas viagens com antecedência e, sempre que possível, privilegiem transportes alternativos.
TVSH 16/06/2026

