Os 240 hectares será transformado no Distrito da Inovação, com habitação, atividade económica, ensino, investigação, lazer e espaços verdes, podendo acolher 19 mil residentes. As obras deverão começar em 2029. O impacto económico poderá atingir os 65 mil milhões de euros.

Corria o ano de 2023 quando se iniciou a demolição do complexo industrial da refinaria, localizada em Leça da Palmeira, após o seu encerramento em 2020.
A primeira fase incluiu a demolição e remoção de 26 tanques de armazenamento de petróleo bruto e a segunda fase a demolição das estruturas das antigas unidades de produção. Com a primeira fase concluída em 2024, segundo a Galp, a segunda fase está dentro do prazo e deverá ser concluída até dezembro de 2026.
Agora, o espaço será transformado no Distrito da Inovação, com habitação, atividade económica, ensino, investigação, lazer e espaços verdes. O projeto inclui um centro universitário na Universidade do Porto e um Parque Atlântico dedicado à biodiversidade.
“A visão é transformar esta zona numa nova centralidade urbana para o Grande Porto. O projeto procura combinar habitação diversificada e inclusiva, atividade económica, educação, investigação, lazer e espaços verdes, reforçando a posição da região entre os pólos tecnológicos e sustentáveis mais relevantes a nível internacional”, segundo o documento.
A pedido da Galp, a consultora PwC realizou um estudo que mostra que a reconversão da antiga refinaria poderá gerar um impacto acumulado de 65 mil milhões de euros no Produto Interno Bruto (PIB) nacional ao longo de 30 anos e criar mais de 100 mil empregos em Portugal. Destes, cerca de 65 mil ficarão no concelho de Matosinhos.
O Distrito da Inovação também pode acomodar cerca de 19 mil residentes e 30 mil estudantes universitários. Segundo dados do censo de 2011, ainda antes da união de freguesias, Leça da Palmeira tinha 18.500 habitantes.
Contudo, a construção só deverá ocorrer a partir de 2029, podendo a descontaminação do solo ocorrer paralelamente. A Galp salienta que deverá ser criada uma ligação de metro a Leça da Palmeira, de forma a resolver o problema de mobilidade e mitigar o fluxo de milhares de pessoas que trará o Distrito da Inovação.

