A ligação entre Matosinhos e Leça da Palmeira através da A28 é a maior preocupação, já que por ali passam 96 mil automóveis por dia e a ponte móvel está em construção. Projetos de As conversões em curso, como as antigas refinarias da Galp, Exponor, Jomar e Tertir, poderão agravar a situação.

Luísa Salgueiro, presidente da Câmara Municipal de Matosinhos, solicitou uma reunião com o ministro das Infraestruturas e da Habitação, Miguel Pinto Luz, para discutir os problemas de mobilidade no concelho, nomeadamente a ligação entre Matosinhos e Leça da Palmeira.
Segundo a Lusa, numa carta a que teve acesso, Luísa Salgueiro explica “os graves problemas de mobilidade que afetam Matosinhos, especialmente no que diz respeito à ligação entre Matosinhos e Leça da Palmeira”, numa altura em que a ponte móvel se encontra atualmente encerrada para obras.
“A comunidade local tem sido gravemente prejudicada pela recorrente inoperacionalidade da ponte móvel, sob jurisdição da Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo (APDL)”, empresa tutelada pelo ministro, referindo ainda a “saturação diária do [autoestrada] A28, que regista em média 96 mil veículos por dia”.
Para o presidente da Câmara, a urgência é grande devido aos “grandes projetos de reconversão urbana em curso na região, nomeadamente na Exponor, Jomar, Tertir e na antiga refinaria de Matosinhos, e devido ao desenvolvimento urbano da cidade”. pode ser lido.
Tal como noticiou o Notícias de Matosinhos, a antiga refinaria da Galp, em Leça da Palmeira, vai sofrer uma alteração profunda, com a criação de uma área urbana com capacidade para 19 mil residentes, 30 mil estudantes universitários, segundo um estudo realizado pela PwC.
Os números preocupam autarcas e principalmente moradores, uma vez que Leça da Palmeira tem atualmente mais de 18.500 habitantes, o que significa que poderá duplicar o número de residentes na freguesia, aumentando a mobilidade.
Por isso, Luísa Salgueiro solicita a intervenção do ministro Miguel Pinto Luz para “ajudar na sua implementação e coordenar as diligências necessárias com as entidades competentes, como o Instituto da Mobilidade e dos Transportes, a APDL e o Metro do Porto, e a concessionária da A28, Norte Litoral”.

