A vítima foi violentamente agredida com socos durante cerca de três minutos por um homem localizado no local, sofrendo fraturas e lesões oculares graves. Descubra aqui os contornos desta agressão.

No sábado, dia 16 de maio de 2026, pelas 10h00 da manhã, uma mulher de 60 anos passeava com o seu cachorrinho na zona da Quinta da Conceição.
Ao atravessar a passagem entre a Quinta da Conceição e a Quinta de Santiago, pouco antes da ponte, cruzou-se com um homem com cerca de 60 anos, cabelos grisalhos/brancos, estatura mediana e magro – a própria vítima já o tinha visto outras vezes naquela zona. Segundo relato da vítima, o indivíduo passou por ela aproximadamente duas vezes antes de agredi-la violentamente.
Sem qualquer aviso, o agressor empurrou-a pelas costas, fazendo-a cair no chão. Ele então a virou de frente para ele, agarrou seu braço com uma das mãos e começou a dar socos extremamente violentos no rosto com a outra. O ataque durou cerca de três minutos.
Após o ataque, o homem saiu do local a pé em direção à ponte.
Apesar dos ferimentos graves, a vítima conseguiu levantar-se e caminhar em direção à entrada da Quinta de Santiago, onde acabou desmaiando. Foi encontrada por um homem que pediu ajuda, após o que mais pessoas se juntaram no local e ligaram para o INEM. A PSP deslocou-se ao local e acompanhou a vítima ao hospital.
No hospital, ela foi submetida a uma tomografia computadorizada, que revelou fraturas no nariz em três locais e fraturas no maxilar superior, próximo à região nasal.
Foi necessário suturar feridas no nariz e na pálpebra superior.
As consequências mais graves foram no olho esquerdo, que sofreu: catarata traumática; lesões na córnea; e danos na retina.
Até agora, os médicos ainda não conseguiram avaliar completamente os danos permanentes, mas há uma grande probabilidade de perda grave de visão nesse olho.
Desde o ataque, a vítima teve inúmeras idas ao pronto-socorro devido a infecções nos pontos, ao desenvolvimento de abscessos na região das sobrancelhas e à necessidade de tratamentos contínuos. Realiza trocas diárias de curativos com apoio de enfermagem.
Segundo testemunhos recolhidos posteriormente junto de jardineiros e funcionários que frequentam a Quinta da Conceição, o suspeito era presença habitual naquele espaço durante as manhãs. Alegadamente, terá utilizado uma antiga instalação abandonada da GNR no parque, onde terá mesmo arrombado uma janela para permanecer no interior. Presume-se que se trate de um sem-abrigo.
Ele era frequentemente visto carregando sacolas do Lidl e já era conhecido por vários frequentadores do parque. Segundo diversas fontes locais, o indivíduo já havia agredido outras pessoas, embora nem todas as situações tenham sido reportadas oficialmente.
Desde o dia do ataque, ele não foi visto na área.
Havia uma quantidade significativa de sangue no local do ataque. A vítima foi atacada justamente em uma área isolada, sem câmeras de vigilância e sem pessoas presentes. Todo aquele parque tem apenas um guarda.
O cachorro da vítima ficou perdido e sozinho no parque por cerca de uma hora e meia após o ataque. Mais tarde foi encontrada por familiares escondida nos jardins da Quinta de Santiago, extremamente assustada, tremendo e em estado de choque.
A coleira estava próxima ao local do ataque, onde ainda havia sangue no chão.
Tanto um segurança da Quinta de Santiago como um agente policial que acompanhou o caso afirmaram ter conhecimento de outras agressões atribuídas a um indivíduo com características semelhantes. Alguns destes casos terão sido denunciados às autoridades e outros não.
Há também informação de que este homem foi a tribunal no ano passado por alegadamente esfaquear uma mulher na mão, sem resultar em quaisquer consequências efetivas. Nenhuma foto foi mostrada à polícia para identificar o suspeito, apesar de haver registros.

