O autarca referiu ainda que é necessária a realização de obras em terrenos privados (no Jomar, freguesia de Perafita) e que se aguardam pareceres da Infraestruturas de Portugal (IP) e da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) sobre esta intervenção, que já deveria ter sido realizada em abril “e ainda não começou”.
“Tínhamos a intenção de terminar a obra em dezembro deste ano, mas temos mais margem. Não queremos aproveitar, queremos terminar dentro do prazo, mas não existe aquele medidor de PRR [Plano de Recuperação e Resiliência] de perder os fundos. Mas estamos focados em cumprir prazos como noutros projetos”, disse Luísa Salgueiro.
O socialista reconheceu, no entanto, que “há um desvio do prazo e há também, previsivelmente, mais trabalhos de grande significado” a realizar.
“Ainda estamos à espera de estudos de tráfego para garantir que não teremos de fazer mais do que havíamos previsto”, apontou.
Frequência de 15 minutos
Luísa Salgueiro acrescentou ainda que, segundo estudos, são esperadas seis milhões de validações por ano no serviço.
Em causa estão 9,75 quilómetros, dos quais 1,2 na Maia, com 11 estações: Mercado, Senhor de Matosinhos, Exponor/Liça da Palmeira, Veloso Salgado/Centro de Investigação em Inovação e Incubação da Universidade do Porto, MarShopping, Jomar, OPO Cidade, Mário Brito, Aeroporto, Botica e Verdes.
Estão previstas interfaces com o Metro do Porto no Mercado, Senhor de Matosinhos, Botica e Verdes.
O serviço terá velocidade média de 25 quilômetros por hora e diferentes perfis de via, divididos entre via dupla, via única bidirecional e inserção no tráfego padrão, ou seja, não será um metrobus completamente separado do restante do tráfego.
Terá ainda uma “frequência de 15 minutos, quatro circulações por hora e por sentido, nos horários de ponta” e 20 minutos “nos horários de menor procura”, com integração na rede tarifária Andante.
O percurso, que atravessará a ponte da Autoestrada 28 (A28) sobre o rio Leça, será percorrido com autocarros elétricos articulados com capacidade mínima de 140 lugares.
O projeto custa 23 milhões de euros e é financiado pelo Fundo para uma Transição Justa (FTJ) no âmbito do encerramento da refinaria de Leça da Palmeira.
Créditos: JN
TVSH 22/05/2026

